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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Perceber e admitir que alguém está em outro nível em relação
ao seu é o primeiro passo para tentar medir a distância
que os separa, afim de tentar percorrê-la.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011



Há pessoas que são tão chatas, mas tão chatas, 
que até quando nos mandam um e-mail 
este diz: SEM ASSUNTO. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011


...quarta, quinta, sexta, semana passada, naquele ano...
É o tempo que passa? Ou são as pessoas? Ou seriam os lugares?
Onde está a minha ligação com a vida? Para onde foi aquela chamada perdida?
Onde estará o meu passado?  E as portas fechadas, o que guardam? E o mar aberto, o que ele liberta?  E as crianças no parque, à tardinha? Eu já estive ali? E as minhas estradas? E entranhas? E tudo o que já foi dito aos ouvidos dos séculos?  E todos os corações que se partiram? E os casais que se amaram loucamente?
E as promessas que não foram cumpridas? E as esperas, que por causa daquelas, se deitaram em esperanças? (e nunca foram chamadas para dançar) E aqueles que nunca vieram? E o sorriso que um estranho me deu num momento de cômica ternura que compartilhamos; o que foi aquilo? Eram apenas dois animais da mesma espécie que se reconheceram, sem se conhecer?  E o bichinho de estimação que te recebia quando você chegava em casa, há quanto tempo já se foi? E aquilo que se quer fazer, mas não se pode? Quando faremos? E as pessoas que amamos, por que as amamos?  E aquelas pessoas que são a nossa personificação de paz? (são lindas, sem mais!) Por que as coisas que são feitas com sentimento e verdade possuem tanto o meu respeito, e o meu olhar? Por que sinto tanta vontade de apertar de novo aquelas mãos?  Por que eu dou gargalhada à vontade, mas quando as saudades apertam (e a vida simplesmente parece que para) eu sinto uma violenta vontade de chorar?  Por que a vida teima em destruir as minhas certezas? Eu não sei... Eu não sei. Tenho a minha forma de ver a vida, e ouvir os silêncios.Tenho o meu jeito de sentir as coisas, e hoje conheço bem a minha voz. Penso que entender é trazer o mundo para a minha linguagem, e não entendo. Às vezes eu sinto medo do tempo: quando tenho em mãos foto antiga, e no espelho, o eu de agora. Sinto medo do tempo que se alimenta de mim, da matéria prima que me faz jovem, do tempo que mesmo se decifrado fosse, ainda sim me devoraria. Tenho medo do tempo que vem enchendo minha memória, do tempo que foi embora, e do que prometeu chegar, mesmo sem dizer se traria boas novas, ou sofrimento... (tempo, por que você não dá um tempo?).
Medo do tempo que me fez crescer, e me ensinou o quanto sou pequeno. Do tempo que me faz achar, por um lado, que a vida é o pior dos inimigos, mas que por outro, é de uma infinita beleza... Às vezes eu sinto medo do tempo, mas é só às vezes, só às vezes, e já faz algum que eu não tenho nada para dizer...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011


Triste verdade: 
Hoje, no Brasil, as crianças atrasadas são aquelas que não bebem, 
não fumam, e ainda gastam seu tempo com as brincadeiras dos pais.
Para quê ter talento se você pode ganhar 
a vida sendo cantor de Funk?

sábado, 1 de outubro de 2011


Na verdade, nunca amadurecemos;
vamos apenas mudando as formas de demonstrar a nossa imaturidade.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O último sonho


Tive a atenção fisgada por uma reportagem a respeito de pessoas idosas que sofrem com o abandono dos familiares e entes mais próximos, passando a viver numa solidão uníssona.
Vi o caso de um senhor que morava só, num apartamento sujo. Tinha uma vida triste, disse que não tinha mais ninguém, exceto sua esposa, a qual também não morava com ele, mas o visitava de tempos em tempos. Ela, perguntada pela repórter o porquê do abandono, respondeu que o marido a maltratava, e por isso ela o deixara. Confesso que me senti mal ao ver aquela reportagem, o ar de tristeza era maior que a bela vista que se tinha pela janela do apartamento. Fiquei tentando imaginar o teor do sofrimento daquele senhor, tão velho, tão só, sem esperança, vencido pela vida e pelo tempo, sem companhia, sem nada... Meu Deus! Imaginei se naquele homem antigo ainda restava ao menos algum sonho, foi quando a repórter fez a ele esta pergunta, e ele, sem olhar nos olhos dela, com o olhar para o nada, ficou um pouco pensativo, num silêncio longo... e passado um tempo, respondeu que sim. Confesso ter ficado surpreso, imaginei que ele tivesse a esperança de voltar ao convívio da família, dos filhos, netos, mas quando ouvi sua resposta, senti um arrepio invernal. Ele revelou que o último sonho dele era...morrer, simplesmente morrer.
Na pior das situações, seja ela qual for, há sempre um espaço para se ter um último sonho.